Olhar do ARTISTA...

terça-feira, 23 de maio de 2017



DOIS POETAS E O TEMPO

O tempo passará...
Diante do meu ser.
- Sou o meu viver!

O tempo...
Passa por cima
- Não perdoa.

O tempo é o perdão suave e imperceptível.
Contínuo, e firme conduz a carne.
- Em pura sua ilusão narcisista.

Abre o espírito!
Na jornada longa pelo Infinito...
 - Estou ficando velho.

Envelhecemos na carne.
O tempo ima lição de amadurecimento
- Poucos acatam...

Envelhecemos desde o nascimento.
O envelhecimento incomoda
- E isola na imensa solidão.

Bebi da nascente de Jiquiriçá,
Brotei juventude.
- Vivo de dia, e de noite me curvo.

Perante o espaço fecho meus olhos cansados
Olhando o futuro no presente pouco visto...
- Por bons olhos é um todo completo.

A percepção faz produzir formas
Psicodélicas, por natureza...
- A imaginação incomoda.

O futuro...
Envelhecimento no espaço-tempo
- Que seja  assim por natureza.

O futuro pariu destinos por paixão
Pariu destinos por amor ...
- E perdeu-se na imensidão.

O futuro, distância da origem perdida?
Uma  busca desiludida.
- O passado é a solução dessas desilusões.

O tempo ainda não o alcançou
Para transforma-lo em passado...
- A verdade malpassada!

Tudo o que mais foi o que será, será?
O delírio se torna em rimas.
- A minha semântica é mais que, transformista.

Não existe tempo esquartejado o tempo é íntegro...
 As vidas estão todas gravadas nesse  espaço-tempo...
- Inclusive as que virão.

O mundo é um minúsculo ponto  a se deslocar no espaço
Formando linhas formas, cores e luz...
- Somos minúsculas partículas nesse cromos e homônimos!

Minha vida é íntegra no tempo.
Fato imperceptível pelas almas brutas,
- Que não sabem das suas...
.
Cada alma um tempo de ilusão.
Somos minúsculas partículas
- Na poeira do tempo.

Dormirei,
O sono é gratificante.
- Rejuvenesce e fortalece a alma...

Por: Sergio Barros e Marta Pinheiro
Maio de 2016



domingo, 14 de dezembro de 2014



Melodia no mar

Teimei ao raiar do dia, só comigo mesma, a caminho do mar, sem vozes a me indagar, somente eu, marcando a areia, ao ressonar do mar, eu e o meu olhar, o reluzir do sol a colorir barcos, na beira mar. Lá, no topo da pedra, a mais alta, o silenciar da pesca, respeito à Iemanjá, pescador, fala com o olhar! A beira mar, no arrastão da rede, peixe se afoga no ar, com o soprar do vento, no ressonar das ondas, uma jangada no mar.
Marta Pinheiro – 12/12/2014


















quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Milagre























Na brisa matutina
gotículas anunciam:
O milagre da vida nas cores de um
arco – íris...
 
 

Abril

Outono-Inverno
Abrem-se Janelas
Brisa Matutina
Desabrochando em flores!



Solidão




Na faixa de areia:
Um corpo em repouso

Entre o mar e o olhar
Um livro e mãos...




Por: Marta Pinheiro



Ananas Nanus
 A  essência no ar...

Há frutos,
A flor

Há perfume,
Superando espinhos...

Por: Marta Pinheiro

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Autoretrato: 1979



















 A SALA

Há moveis rústicos 
Ao centro a mesa...

Há brisa,entrando pela janela.
Fleches incandescente...

Há transparência na porta iluminada! 
A vida...

Há suor no corpo!
Povoado a beira-mar...

Há lua como anfitriã!
Espetáculo das estrelas no ceu...

Há formas de expressões!
Fotografias iluminada...

Há musica, 
Dança e poesia...

Há um corpo em movimento.